Como muitos de vocês sabem, eu concluí meu doutorado sobra O Livro Vermelho do psicólogo suíço Carl Gustav Jung. Durante a faculdade, estudei muito a psicanálise de Freud e Lacan e, ao mesmo tempo, a obra do Jung.

Ao longo dos últimos dez anos desde que me formei, utilizei um princípio que li em um livro do fantástico do Gaiarsa. Ele preferia usar em seu consultório Reich e Jung, mas todo ano pegava para estudar com afinco um grande autor.

Eu estou agora fazendo a coleção dos livros do psicólogo comportamental – ou behaviorista – B. F. Skinner. E estamos concluindo no Psicologia MSN o nosso Curso em Vídeo – Sobre o Behaviorismo.

No vídeo que gravei ontem, “O mundo interior da motivação e da emoção”, Skinner fala sobre o inconsciente.

“Diz-se amiúde, particularmente os psicanalistas, que o behaviorismo não pode haver-se com o inconsciente. O fato é que, para começar, ele não se avém com outra coisa. As relações controladoras entre o comportamento e as variáveis genéticas e ambientais são todas inconscientes, de vez que não são observadas, e foi Freud quem acentuou não carecerem elas de ser observadas (isto é, de serem conscientes) para serem eficazes. Faz-se mister um ambiente verbal especial para impor consciência ao comportamento, induzindo uma pessoa a responder a seu próprio corpo enquanto age” (Skinner, p. 133).

Por isso, a pergunta: você sabe porquê você faz o que faz?

Skinner explica que não precisamos saber as causas do comportamento para agirmos. Agimos por influência do meio que nos circunda, por causa da nossa base genética e pela nossa história de vida – que ele chama de repertório comportamental.

E não é curioso? Podemos passar a vida inteira fazendo algo sem saber porquê fazemos este algo.

Fazer psicologia para se conhecer

É muito comum encontramos alunos dos primeiros anos da graduação que dizem que vão fazer psicologia para se conhecer. Embora este possa ser um motivo relativamente válido, é na verdade mais simples, eficaz e provavelmente mais barato, fazer terapia para se conhecer.

A psicoterapia ajuda-nos a entender as causas reais dos nossos comportamentos e, provavelmente, nos ajuda a modificar o que não está nos fazendo bem.

A escrita como autoconhecimento – a criação de um ambiente verbal

Porém, também é comum que todo o processo de psicoterapia possa ser inviável em dado momento. Neste texto – clique aqui – você pode saber aonde encontrar tratamento gratuito ou com um valor acessível.

Com este email, gostaria de passar para vocês uma técnica muito simples e bastante eficaz para aumentar o autoconhecimento: escrever.

Você pode escrever no seu computador, celular ou tablet. Você pode criar um blog, um site, enviar e-mails de um email seu para outro também seu. Enfim, existem milhões de possibilidades.

Para o autoconhecimento, é interessante manter a privacidade e não mostrar para ninguém, porque, então, você poderá escrever mais livremente. Marie Louise Von Franz fala do temenos, um lugar “sagrado” para o autoconhecimento.

A escrita, como um comportamento verbal, promove o autoconhecimento na medida em que colocamos o nosso comportamento passado ou até futuro (do que pretendemos fazer) sobre controle de uma análise mais detalhada.

Por exemplo, digamos que eu comece a escrever nesse meu “diário” e percebo que me sinto mais motivado e, ao mesmo tempo, realizo mais quando utilizo a técnica do Pomodoro. Ou descubro que consigo estudar mais, se acordar duas horas mais cedo.

São exemplos simples mas que mostram que às vezes (ou muito frequentemente) fazemos mas não percebemos o porquê nem a relação funcional com o que veio antes – ou depois do fazer.

Ao descrever e narrar o nosso próprio comportamento, portanto, poderemos ter mais capacidade de entender tais relações de causas e efeitos e, consequentemente, conseguiremos mudar o nosso comportamento quando assim o quisermos.

Se quero estudar mais, e percebo que eu estudo mais se acordar duas horas mais cedo, acordo mais cedo para estudar mais.

Se passo a perceber que X influencia diretamente Y, posso dar um jeito de possibilitar X para que Y seja mais provável.

Se eu descubro que estudo menos se fico horas no Facebook, Instagram, Twitter, etc, posso criar um sistema no qual eu tenha menos contato com as redes sociais para que isso influencie menos ou não influencie mais meu comportamento de estudar.

Se Z influencia Y, posso dar um jeito de afastar Z para que Y seja mais provável.

Textos sobre Psicologia Comportamental e Skinner

Curso de Psicologia Comportamental Grátis

O Amor para a Psicologia Comportamental 

20 equívocos comuns sobre o Behaviorismo

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2 Tipos de Psicologia Comportamental

Psicólogo Clínico e Online (CRP 06/145929), Mestre (UFSJ), Doutor (UFJF), Instrutor de Mindfulness e Pós-Doutorando (Unifesp), Coach e Presidente do Instituto Felipe de Souza. Como Professor no site Psicologia MSN venho ministrando dezenas de Cursos de Psicologia, através de textos e Vídeos em HD. Faça como centenas de alunos e aprenda psicologia através de Cursos em Vídeo e Ebooks! Loja de Vídeos e Ebooks. Você pode também agendar uma sessão de Coaching Online via Skype, Relacionamentos ou Carreira (faculdade), fazer o Programa de 8 Semanas de Mindfulness Online e Orientação Profissional Online. E não se esqueça de se inscrever em nosso Canal no Youtube! Email - [email protected] - Agendar - Whatsapp (11) 9 8415-6913