Existem três tipos básicos de motivação que explicam porque fazemos o que fazemos, quando fazemos.

Olá amigos!

Uma das perguntas mais fundamentais na psicologia é: por que as pessoas fazem o que fazem? Ou, mais especificamente: Por que as pessoas fazem como fazem e quando fazem? Evidentemente, podemos nos incluir na equação:

– Por que eu faço o que eu faço do jeito que faço?

Para responder a esta pergunta, diversas teorias psicológicas e psiquiátricas foram criadas. A “causa” do comportamento foi colocada na genética. Afinal, fazemos o que fazemos por pertencermos a uma espécie (que nos dá certas características e possibilidades). A “causa” foi colocada no ambiente. Por exemplo, falamos sobre um assunto com os amigos e falamos sobre outros assuntos com parentes. A “causa” foi também trazida para o interior da psique: desejos conscientes e inconscientes na psicanálise, necessidades fisiológicas e psicológicas no humanismo, história de reforçamento na comportamental.

São teorias concorrentes que procuram explicar desde um ato singelo como acender um cigarro até escolher uma profissão.

Para David C. McClelland nós podemos distinguir 3 Tipos de Motivação: a necessidade de realizar, a necessidade de poder e a necessidade de se afiliar.

Os 3 Tipos de Motivação: poder, realização e afiliação

McClellan, psicólogo americano, defendia que as nossas motivações são inconscientes, ou seja, se formos investigar os nossos motivos últimos, nem sempre vamos saber porque fazemos as coisas que fazemos.

Esta inconsciência é sem importância se pensarmos porque escolhemos um filme para assistir no final de semana e não outro, mas tem total importância se pararmos para pensar nos momentos de grandes decisões como escolher uma faculdade, trocar de carreira, iniciar um relacionamento ou aderir a uma prática religiosa.

Avaliando especialmente candidatos e trabalhadores em empresas e indústrias, McClelland chegou à conclusão de existem 3 tipos de motivação:

1) Motivação de Realização: o desejo de se aperfeiçoar e fazer da melhor maneira possível uma atividade;

2) Motivação de Poder: o desejo de obter e exercer influência nos relacionamentos interpessoais;

3) Motivação de Afiliação: o desejo de se sentir integrado em um grupo, o desejo de pertença.

Na medida em que as pessoas estão geralmente inconscientes de tais motivações, os testes utilizados para seleção de pessoal não conseguem captar as reais motivações e tendência. Por isso, McClelland acreditava que o uso do “Teste de Apercepção Temática” (TAT) seria mais adequado.

A aplicação do teste, como acontece com todo teste psicológico, é restrita aos psicólogos. O sumário do teste diz:

“O TAT é considerado uma técnica projetiva que consiste em apresentar uma série de pranchas, selecionadas pelo examinador, ao sujeito e este deverá contar uma história sobre cada uma das pranchas. As histórias obtidas com frequência revelam componentes importantes da personalidade, que são decorrentes de duas tendências psicológicas segundo a teoria de Murray. A primeira é a tendência das pessoas para interpretar uma situação humana ambígua baseando-se em suas experiências passadas e em seus anseios presentes. A segunda é a inclinação das pessoas que escrevem histórias para agir de igual maneira para utilizar os acervos de suas experiências e expressar seus sentimentos e necessidades conscientes e inconscientes. A aplicação é individual e pode ser aplicado em pessoas com idades entre 14 e 40 anos”.

Ou seja, a partir das projeções das histórias, o candidato a um emprego poderia expressar de verdade suas motivações reais.

Apesar de este tipo de aplicação ter sido realizada McClelland e por sua equipo de consultoria, a aplicação do TAT no ambiente corporativo não obteve tanto sucesso devido às complicações da interpretação e mesmo do tempo de correção.

Mas voltando à teoria de McClelland, podemos ver facilmente que, embora possamos não confessar, as nossas motivações giram em torno destes 3 motivos básicos:

1) queremos fazer melhor o que fazemos (e, consequentemente, receber aprovação);

2) querermos influenciar os outros no que acreditamos ser o melhor a ser feito;

3) queremos sentir que pertencemos a um grupo (maior ou menor) e de que nossa existência individual tem um sentido social.

Por exemplo, se utilizarmos a pergunta-chave da psicologia: por que uma pessoa faz X?

Por que uma pessoa adere a uma religião?

Segundo a teoria de McClelland, a pessoa pode querer se aperfeiçoar. Melhorar o seu comportamento, fazer as coisas consideradas certas – deixar uma vida de erros, mentiras, vícios, conflitos – e passar a agir com o que é demarcado como moralmente correto. Pode aderir a uma religião para se sentir imersa em um grupo, ter pessoas nas quais confie como uma irmandade ou fraternidade (brotherhood) e pode abraçar uma crença a fim de influenciar no comportamento das outras pessoas, defendendo as posições que ache corretas (e normalmente tendo um “inimigo” contra o qual lutar).

Conclusão

Existem, portanto, três tipos básicos de motivação que podemos encontrar nas chamadas grandes escolhas. Apesar de que a ideia de que as motivações são inconscientes – e por isso, são até cerro ponto desconhecidas em sua origem – a teoria de McClelland nos ajuda a entender o nosso comportamento e o comportamento das outras pessoas.

A tendência é que a motivação tenda para uma destas três opções. Em outras palavras, o motivo que nos leva a praticar uma ação mantém-se constante no tempo e até em escolhas que alterem o percurso, a mesma motivação será predominante.

Quer dizer, alguém que tenha a motivação pelo poder, manterá esta motivação ainda que mude de emprego ou crie outra empresa. Uma pessoa que queira se aperfeiçoar e realizar, manterá esta motivação seja para nadar melhor ou para, depois, tocar harpa. E, de igual modo, acontece com a motivação por afiliação: pertencer a uma família, a um grupo de amigos, a uma comunidade, a uma crença ou a um grupo no facebook.

Psicólogo Clínico e Online (CRP 06/145929), formado há 14 anos, Mestre (UFSJ) e Doutor (UFJF), Instrutor de Mindfulness, Coach e Presidente do Instituto Felipe de Souza. Como Professor no site Psicologia MSN venho ministrando dezenas de Cursos de Psicologia, através de textos e Vídeos em HD. Faça como centenas de alunos e aprenda psicologia através de Cursos em Vídeo e Ebooks! Loja de Vídeos e Ebooks. Você pode também agendar uma Sessão Online via Skype, Terapia Cognitivo Comportamental, Problemas de Relacionamentos, Orientação Profissional e Coaching de Carreira , fazer o Programa de 8 Semanas de Mindfulness Online. E não se esqueça de se inscrever em nosso Canal no Youtube! e Instagram! Email - [email protected] - Agendar - Whatsapp (11) 9 8415-6913