A dúvida mais comum depois que o individuo decide fazer psicoterapia ou precisa levar um parente é “Como escolher um psicólogo?”.

Existem muitas respostas possíveis para esta pergunta. Toda escolha é uma escolha ética e envolve necessariamente conhecer as opções e selecionar o que seria considerado o melhor.

Dica 1 – Público-alvo

Para escolher um psicólogo é importante se ater ao público que atende e se algum conhecido já fez terapia com ele, caso você observe que ninguém do seu ciclo social conhece o lado clinico é importante procurar por textos, livros, palestras que o psicólogo já realizou e observar se o trabalho dele faz com que você sinta uma reflexão.

Por exemplo, digamos que você tenha um filho que está tendo dificuldades na escola. Não vai adiantar você procurar um psicólogo ou psicóloga que atenda só casais, certo? Parece óbvio colocando nestes termos, mas é importante descobrir para qual público o profissional dirigiu os seus esforços.

Embora não seja exatamente igual, podemos fazer uma analogia com a medicina. Se eu preciso ver quanto está o meu grau de miopia, não vou procurar um otorrinolaringologista…

Dica 2 – Linha teórica

Outra dica importante é procurar entender qual linha teórica o psicólogo atua, podendo ser elas: Psicanálise, Comportamental, Corporal, Humanista, Psicodrama, entre outros. Cada abordagem utiliza técnicas diferentes para os atendimentos. Na Psicanálise, por exemplo, o trabalho terapêutico é voltado para o inconsciente, trazendo a consciência conteúdos reprimidos do indivíduo e que de alguma forma faz com o que o mesmo tenha hábitos, comportamentos e pensamentos que prejudiquem sua vida, trazendo ao paciente uma reflexão visando autoconhecimento, utilizando técnicas de sonhos e associação livre para identificar a causa psíquica.

Esta é uma dica muito importante, apesar de que envolve um certo conhecimento por parte do paciente ou daquele que vai indicar um profissional. Na faculdade de psicologia, não falamos de psicologia e sim de psicologias, ou seja, no plural. Saber um pouco mais como funciona cada terapia não é tão difícil.

Na internet encontramos artigos muito bons descrevendo cada linha (aqui no nosso site também temos diversos textos explicativos) e rapidamente, portanto, conhecermos como é a atuação. Alguns não se sentem muito bem com a postura mais calada do psicanalista – se for totalmente calada é um profissional que não entendeu a proposta de Freud – outros não se sentem bem com a ideia mais diretiva da psicologia comportamental, enquanto outros vão conseguir muitos insights com a Gestalt ou com a psicoterapia corporal de Reich ou com a psicologia transpessoal.

Dica 3 – Formação profissional

É importante perguntar sobre a formação do psicólogo, se possui alguma especialização, uma boa dica é procurar pela internet na plataforma Lattes, onde existe as participações em eventos e também os cursos que o psicólogo já realizou.

Muitos profissionais gostam de exibir em seus consultórios, em uma parede destinada a esse fim, todos os seus diplomas e certificados, mas outros não tem essa pratica. A ideia dos últimos é que o diploma não é sinal de competência, necessariamente falando.

Um profissional que acabou de se formar pode conseguir melhores resultados clínicos do que quem tem uma super pós-graduação em Oxford. Apesar disso, pesquisar ou saber mais sobre o histórico profissional pode ser útil para entender o público alvo e a abordagem teórica utilizada.

Por exemplo, um grande amigo meu é doutor (fez graduação, mestrado e doutorado) e desde a graduação estuda autismo. Os pais de um autista, portanto, ao avaliar o seu histórico ficarão mais seguros ao escolhê-lo.

Dica 4 – Afinidade

​E por fim gostaria de esclarecer que o trabalho terapêutico requer uma afinidade do psicólogo com o paciente, se você não se sente a vontade na sessão de terapia é importante falar disso com o psicólogo e caso a terapia não esteja fluindo é importante procurar outro psicólogo.

A questão da afinidade é complexa. Em certos momentos, se estamos já há um tempo fazendo terapia, podemos sentir um certo desconforto com o processo e culpar o profissional. Por exemplo, digamos que alguém tenha um problema bastante íntimo. Quando está chegando nesse ponto, começa a acreditar que a terapia não está funcionando. Por isso é necessário avaliar exatamente o que está acontecendo.

Em outros momentos, pode ser que não esteja havendo mesmo afinidade. Um colega meu certa vez mudou de uma psicanalista (mulher) para um psicanalista (homem) e o processo voltou a fluir.

Enfim, como a afinidade é algo bem peculiar, devemos pensar com cautela nessa questão. Fazendo novamente uma analogia com a medicina. Se você vai escolher um pediatra ou ginecologista, é natural querer encontrar um médico no qual confie, com o qual se sinta bem e a vontade. É por aí.

Veja também – 10 sinais de que o profissional da psicologia não é bom

​Para finalizar gostaria de citar a frase que Raí (ex-jogador de futebol) disse sobre a terapia:

“Fazer terapia é o melhor investimento financeiro que alguém pode fazer. Recomendo a todo mundo. Se conhecer não tem preço.”

Dúvidas, sugestões, ampliações, comentários, escreva abaixo!

Bruno Ricardo Pereira Almeida
Psicólogo Clínico
CRP: 06/119079
Fones: (15)3521-2358 / 9 9681-5009
[email protected]
www.psicologobruno.com.br

Psicólogo (CRP 06/119079), Especialista em Psicanálise, Pós-graduado em RH, Palestrante e Consultor de Empresas. Visite meu site - Superando Desafios