Olá amigos!

Quando vamos falar de educação infantil, o dito popular “faça o que eu digo, não faça o que eu faço” resume um importante ensinamento. Na educação dos filhos, a palavra não possui tanta validade e influência como as ações. Uma mãe que ensina que devemos amar todas as pessoas incondicionalmente mas é violenta estará passando mais a mensagem da violência do que a do amor. Assim como o pai que fuma e orienta que os filhos não fumem.

Vejam o vídeo abaixo. Children see. Children do (As crianças veem. As crianças fazem)

Atingir a perfeição para ser pai ou mãe

Sabendo desta informação que é básica na psicologia (aprendemos por modelos, aprendemos por imitação, “captamos” o nosso ambiente até sem perceber que o fazemos), muitas pessoas começam a se questionar se devem ou não ter filhos. Afinal – e esta também é uma verdade – a paternidade e a maternidade é uma grande responsabilidade.

Entretanto, esperar ser perfeito para ser pai ou mão não é uma solução plausível. O que também não nos impede de procurar melhorar. É como na história do Ganhi:

Pare de comer açúcar

A mãe levou seu filho ao Mahatma Gandhi e implorou:
“Por favor, Mahatma, peça ao meu filho para não comer muito açúcar, pois faz mal à saúde”.
Gandhi, depois de uma pausa, pediu:
“Traga seu filho daqui há duas semanas”.
Duas semanas depois, ela voltou com o filho. Gandhi olhou bem fundo nos olhos do garoto e disse:
“Não coma muito açúcar, pois faz mal à saúde”.
Agradecida, mas, perplexa, a mulher perguntou:
“Por que me pediu duas semanas? Podia ter dito a mesma coisa antes!”
E Gandhi respondeu:
“Há duas semanas, eu estava comendo açúcar. Não posso exigir dos outros aquilo que não pratico”

Uma contradição na influência paterna e materna

Embora seja praticamente um fato que há esta enorme influência, a influência não é total. Nem poderia ser já que, se fosse, teríamos filhos completamente idênticos aos seus pais. Alguns filhos, fisicamente e psiquicamente, “puxam” mais para a mãe e outros “puxam” mais para o pai, ou seja, se identificam mais com um ou outro progenitor.

Mas, além disso, cada filho e cada filha vai interpretar o comportamento dos que estão ao seu redor de um jeito peculiar, individual, próprio.

Gosto muito da história que Anthony Robbins conta em seu livro, Desperte o seu gigante interior:

“Ele era amargurado e cruel, alcoólatra e viciado em drogas, quase se matou várias vezes. Hoje, cumpre pena de prisão perpétua por assassinar uma caixa de loja de bebidas que se ‘meteu em seu caminho’. Tem dois filhos, nascidos com uma diferença de apenas 11 meses, um dos quais cresceu para ser ‘igual ao pai’: um viciado em drogas que vivia de roubar e ameaçar os outros, até que também foi preso, por tentativa de homicídio.

O irmão, no entanto, é uma história diferente: um homem que cria três filhos, gosta de seu casamento e parece ser realmente feliz. Como gerente regional de uma grande companhia nacional, considera que o seu trabalho e´ao mesmo tempo desafiador e compensador. Tem boas condições físicas, não é viciado em álcool nem em drogas!

Como estes dois jovens puderam enveredar por rumos tão diferentes, criados praticamente no mesmo ambiente? Foi feita a mesma pergunta para ambos, em particular, sem que o outro soubesse:

– Por que sua via seguiu este caminho?

Por mais surpreendente que possa parecer, ambos deram a mesma resposta: ‘O que mais eu poderia ser, tendo crescido com um pai assim?”

Conclusão

É evidente que existe uma enorme influência do meio que nos circunda. Jung dizia que podemos herdar complexos psíquicos inconscientes que passaram de geração para geração há muitos séculos! Porém, como infelizmente não temos muita consciência da história dos nossos antepassados antes dos nossos avós, nem sempre fica claro o que ele quer dizer com isso.

Uma ideia interessante é pesquisar e fazer o próprio Genogramas – o que são e como fazer?

Contudo, é também evidente que vamos constituindo nossa vida com e contra tais complexos. E neste sentido, a história de Robbins dos dois irmãos ilustra bem.

 E como os modelos de pais e avós podem ser transcritos em histórias, uma parte das terapias geralmente consiste no levantamento e conscientização de tais histórias. E uma outra parte, na elaboração e criação de outras histórias não vividas, como é feito na psicologia analítica de Jung com a técnica da imaginação ativa

Dúvidas, sugestões, comentários, por favor, escreva abaixo!

Psicólogo Clínico e Online (CRP 06/145929), formado há 14 anos, Mestre (UFSJ) e Doutor (UFJF), Instrutor de Mindfulness, Coach e Presidente do Instituto Felipe de Souza. Como Professor no site Psicologia MSN venho ministrando dezenas de Cursos de Psicologia, através de textos e Vídeos em HD. Faça como centenas de alunos e aprenda psicologia através de Cursos em Vídeo e Ebooks! Loja de Vídeos e Ebooks. Você pode também agendar uma Sessão Online via Skype, Terapia Cognitivo Comportamental, Problemas de Relacionamentos, Orientação Profissional e Coaching de Carreira , fazer o Programa de 8 Semanas de Mindfulness Online. E não se esqueça de se inscrever em nosso Canal no Youtube! e Instagram! Email - [email protected] - Agendar - Whatsapp (11) 9 8415-6913