Olá amigos!

Às vezes confesso que fico um pouco triste com o fato de que não dará tempo de estudar tudo. Um dos autores que ainda não tive tempo suficiente de estudar é o filósofo francês Jean Paul Sartre, cuja obra teve grande influência na psicologia existencial. Entretanto, tive a oportunidade de estudar alguns de seus livros durante a faculdade. Um dos conceitos fundamentais de Sarte é o conceito de liberdade. Para ele, o homem é sempre livre para fazer as suas escolhas.

Em um dos contos do seu livro, O Muro, ele mostra como mesmo defronte de um pelotão de fuzilamento, o sujeito continua sendo livre para pensar o que quiser. Depois, ele altera um pouco esta ideia e também considera que a liberdade é contingente ou situada, ou seja, de acordo com as circunstâncias presentes em um dado momento.

É evidente que a liberdade não é total quando pensamos que não podemos estar em São Paulo e no Rio de Janeiro simultaneamente. Temos limitações objetivas, físicas, como não voar sem a ajuda de um aparelho, sendo a principal limitação o tempo. Como diz Bob Marley, “but none of them can stop the time” (nenhum deles pode parar o tempo).

Bem, eu comecei este texto falando destes aspectos, mas, em verdade, o tema aqui será outro. Se, apesar das contingências de espaço e de tempo, nós temos sim liberdade para escolher, porque escolher o papel de vítima, porque ter e manter o papel de alguém que não é capaz? Por que ter tanto medo? Medo de errar? Medo de não conseguir? Medo de ser criticado?

Há pouco vi este incrível vídeo (de menos de 1 minuto), de Steve Jobs:

Transcrevendo a legenda:

“Quando você cresce, você tende a ser informado que o mundo é como é e que a sua vida é viver a vida dentro deste mundo. Tentando não bater muito nas paredes. Tentando ter uma família, se divertir, poupar algum dinheiro. Essa é uma vida muito limitada. A vida pode ser muito mais ampla assim que você descobre um simples fato:

Tudo a sua volta que você chama de vida, foi feito por pessoas que não são mais inteligentes que você e você pode mudar isso, você pode influenciar, você pode construir suas próprias coisas que outras pessoas poderão usar. Uma vez que você aprende isso, você nunca mais será o mesmo(a)”.

James Hillman dizia no seu livro O Código do Ser que se o ser humano fosse um pinheiro, provavelmente teria receio e, ao invés de crescer 20, 30 metros ia crescer 3, ou seja, ia esconder a sua natureza nobre com medo do que os outros poderiam pensar…

Quem acompanha o site já deve ter lido em algum de nossos textos o seguinte pensamento de Nelson Mandela, mas não me canso de repetir:

“Nosso grande medo não é o de que sejamos incapazes. Nosso maior medo é que sejamos poderosos além da medida. É nossa luz, não nossa escuridão, que mais nos amedronta. Nos perguntamos: “Quem sou eu para ser brilhante, atraente, talentoso e incrível?” Na verdade, quem é você para não ser tudo isso?… Bancar o pequeno não ajuda o mundo. Não há nada de brilhante em encolher-se para que as outras pessoas não se sintam inseguras em torno de você. E à medida que deixamos nossa própria luz brilhar, inconscientemente damos às outras pessoas permissão para fazer o mesmo”.

Portanto, se temos liberdade de escolher, porque não escolher encontrar o próprio potencial e fazer o melhor? Já falamos aqui sobre a importância de parar se comparar com outros e, por isso, é importante deixar claro que o que Steve Jobs faz não é uma propriamente uma comparação. Ele apenas mostra que ninguém deve colocar as outras pessoas em um pedestal, em um Olimpo imaginário.

Você já parou para pensar que um gênio como Aristóteles, Da Vinci, Mozart, Picasso eram pessoas como você e eu? Quer dizer, é claro que eram, mas normalmente se pensa nestas pessoas como se elas tivessem uma aura, um a mais, como se fossem humanos, mas de uma outra espécie. Ora, já imaginou se eles tivessem parado e pensado que não eram capazes? E ficassem vendo a vida passar e se colocando na posição de vítima?

Como diz Mandela, bancar o pequeno não ajuda o mundo. E, se você não quer ajudar o mundo, saiba que bancar o pequeno também não vai ajudar você, nem a sua família. “Você pode construir… você pode influenciar…”

Em breve, teremos aqui no site um Curso Gratuito e Completo sobre a Psicologia Individual de Alfred Adler, pouquissimamente estudada no Brasil. Alfred Adler foi o primeiro psicanalista a criticar abertamente Freud e deixar a psicanálise. Ele é o criador do famoso complexo de inferioridade, que nos ajudará a continuar pensando e questionando a posição de vítima.

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Psicólogo Clínico e Online (CRP 06/145929), formado há 14 anos, Mestre (UFSJ) e Doutor (UFJF), Instrutor de Mindfulness, Coach e Presidente do Instituto Felipe de Souza. Como Professor no site Psicologia MSN venho ministrando dezenas de Cursos de Psicologia, através de textos e Vídeos em HD. Faça como centenas de alunos e aprenda psicologia através de Cursos em Vídeo e Ebooks! Loja de Vídeos e Ebooks. Você pode também agendar uma Sessão Online via Skype, Terapia Cognitivo Comportamental, Problemas de Relacionamentos, Orientação Profissional e Coaching de Carreira , fazer o Programa de 8 Semanas de Mindfulness Online. E não se esqueça de se inscrever em nosso Canal no Youtube! e Instagram! Email - [email protected] - Agendar - Whatsapp (11) 9 8415-6913