Transgressão e adaptação: discurso de cidadania e literatura infantojuvenil na Abertura Política

Autor do texto – Daniel Rodrigues Aurélio.

Escrever sobre o próprio livro gera um tremendo desconforto. Em geral, avaliar a qualidade e pertinência de uma obra é tarefa para críticos e leitores, sobretudo dos leitores. Por outro lado, sei como ninguém do esforço para definir o recorte, preparar a pesquisa, correr atrás das informações, ler e fichar as referências bibliográficas, escrever, ler, reler, reescrever.

Como, então, produzir um texto sem cair na tentação de glorificar minha trajetória, dos percalços iniciais ao deleite dos elogios? Ora, consegui reunir no livro uma miscelânea de autores: da semiologia de Roland Barthes à teoria política de Hannah Arendt, da sociologia de Pierre Bourdieu à teoria literária de Antonio Candido.

Realizar isso aos 24, 25 anos, minha faixa etária na época, e receber nota máxima de professores do porte de Eliana Asche, doutora em educação pela PUC-SP e Fernando Pinheiro, professor do Departamento de Sociologia da Universidade de São Paulo, é um tentador convite à vaidade desmedida. Pretendo resistir a esse canto de sereia. Não garanto que conseguirei.

Quando recebi o convite de Felipe de Souza para escrever um artigo especial sobre meu livro Transgressão e adaptação: discurso de cidadania e literatura infantojuvenil na Abertura Política (Editora Ixtlan, 2013, 96 p., R$ 16,00), minha opção foi deixar de lado certos aspectos do processo de produção e enfatizar aquilo que há de mais relevante, dentro da minha obra, para terapeutas e demais interessados nas reflexões de ordem psicológica encontradas nos livros infantojuvenis.

Como se sabe, o discurso de cidadania propagado por autores como Ziraldo, Pedro Bandeira e Ana Maria Machado, discurso transgressor-adaptativo ao qual me refiro no título, produziu nas crianças e adolescentes um determinado efeito que, conjugado com as deliciosas aventuras dos enredos, criaram toda uma atmosfera de incentivo ao debate sobre questões pertinentes à cidadania, ao exercício cotidiano da luta por direitos, à defesa do multiculturalismo, do respeito às diferenças, da ética e mesmo de temas relacionado à subjetividade de crianças e adolescentes: a sensação de desajuste, a ética no amor e na amizade, a gravidez precoce e outros assuntos que mexem com as mentes em formação. Ou seja, a assim chamada literatura paradidática tem uma função que está para além da sala de aula e pode muito bem ser aproveitada por analistas das mais diferentes vertentes.

Como alguns devem saber, não sou um neófito no ramo editorial. Já publiquei mais de vinte livros, quase todos por editoras de médio e grande porte, com distribuição nacional e certo alcance midiático. Tive alguns êxitos, outros nem tanto. Sou editor de revistas de conhecimento nas áreas de filosofia, sociologia e psicanálise.

Graduei-me em Sociologia e Política, especializei-me em Sociopsicologia e hoje realizo mestrado em Ciências Sociais na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). No entanto, após deixar a obra amadurecer e, claro, providenciar a sua atualização – ela é originalmente minha monografia de graduação, defendida em dezembro de 2005 – declinei de convites para publicar por uma editora do tipo major e lançá-lo por uma editora independente, ciente das dificuldades de divulgação e comercialização de uma obra acadêmica. A ideia foi preservar o conteúdo, sem a interferência de editores, e baratear o custo final para os eventuais compradores.

Um livro com tamanho e temática similar costuma sair, nas grandes livrarias, por cerca de R$ 40,00. E minha ideia, ao propor o valor de R$ 16,00 + frete, é difundir o conhecimento e estabelecer uma ponte de debate com os leitores, pois meu compromisso é manter-me permanentemente conectado para esclarecer dúvidas, discutir ideias, falar sobre meus erros e acertos. Afinal, um livro não é nada sem seus leitores.

Em tempo: o livro é vendido com exclusividade no site da Livraria Virtual da editora Ixtlan: Transgressão e adaptação: discurso de cidadania e literatura infantojuvenil na Abertura Política

Psicólogo Clínico e Online (CRP 06/145929), Mestre (UFSJ), Doutor (UFJF), Instrutor de Mindfulness e Pós-Doutorando (Unifesp), Coach e Presidente do Instituto Felipe de Souza. Como Professor no site Psicologia MSN venho ministrando dezenas de Cursos de Psicologia, através de textos e Vídeos em HD. Faça como centenas de alunos e aprenda psicologia através de Cursos em Vídeo e Ebooks! Loja de Vídeos e Ebooks. Você pode também agendar uma sessão de Coaching Online via Skype, Relacionamentos ou Carreira (faculdade), fazer o Programa de 8 Semanas de Mindfulness Online e Orientação Profissional Online. E não se esqueça de se inscrever em nosso Canal no Youtube! Email - [email protected] - Agendar - Whatsapp (11) 9 8415-6913