Saiba como aumentar a autoconfiança com a ACT (terapia de aceitação e compromisso).

Olá amigos!

O sentimento de autoconfiança é importante no processo de aprendizagem de uma nova habilidade. Na psicologia positiva, vemos como na virtude intitulada amor à aprendizagem, é importante a superação dos obstáculos de uma etapa do conhecimento para a seguinte.

Porém, o paradoxo da autoconfiança é que não nos sentimos autoconfiantes o suficiente se não praticarmos. É como o enigma do ovo e da galinha, ou seja, a autoconfiança surge depois de ter praticado (e ter passado pelas 4 etapas do círculo, veja abaixo), porém, muitas vezes parece que precisamos nos sentir autoconfiantes para começar.

Qual é a saída?

Bem, existem dois motivadores básicos para começarmos. O primeiro deles é percebermos que todos nós temos áreas nas quais sentimos que somos bons, que fazemos bem, e com isso, conseguimos reconhecer o sentimento de autoconfiança já presente.

Contudo, se olharmos a história do processo de aprendizagem daquela habilidade, veremos que nem sempre fizemos o comportamento X com tanta competência. Por exemplo, alguém que cozinha super bem hoje tem o sentimento de autoconfiança quando vai preparar um prato. Mas se olhar desde o começo, verá que o prato mais simples no começo – como preparar um arroz – não era tão simples. Entretanto, com a prática veio a perfeição (ou quase).

E um outro motivador é que se uma outra pessoa é capaz de fazer, se estivermos bem de saúde, nós também conseguiremos. Quer dizer, existem diferenças individuais de uma pessoa para outra. Mas se uma pessoa consegue fazer o que queremos aprender, é bastante plausível pensar que nós também conseguiremos. Afinal, a genética entre dois seremos humanos é praticamente a mesma.

Eu gosto do exemplo que vi certa vez em um livro de PNL. Um homem queria aprender falar um outro idioma. A sua língua materna era o inglês. Porém, ele sentia que não era capaz de aprender uma outra língua. Até que ele viu que os seus vizinhos eram poloneses. E um dos vizinhos, infelizmente, possuía uma deficiência. Mas, apesar da deficiência, ele era fluente no polonês.

Com isso, ele percebeu que ele – que não tinha deficiência alguma – poderia também aprender polonês. E, deste modo, ele aprendeu polonês e mais 50 idiomas. Portanto, esse é um aspecto importante! Se uma outra pessoa consegue, também podemos conseguir. É claro, teremos que investir tempo e dedicação, mas com o tempo conseguiremos aprender e ter confiança que fazemos muito bem.

Em um texto anterior, 4 etapas do círculo da autoconfiança, eu expliquei em detalhes como funciona o esquema para aumentar a autoconfiança de acordo com a terapia da aceitação e compromisso.

No vídeo abaixo, eu explico de novo, de uma maneira sucinta, quais são estas etapas através de exemplos fáceis de entender.

Vídeo – Como aumentar a autoconfiança

E, aqui, eu posso dar um exemplo pessoal do sentido que falei no vídeo e no texto anterior sobre o processo de aprendizagem e de autoconfiança.

Como sou mais introvertido do que extrovertido, sempre tive mais habilidade de escrever do que falar. Mas percebi, relativamente rápido, que esta era uma limitação sem muito sentido. Se eu posso escrever bem, também posso falar bem.

E, então, já há algum tempo venho gravando os vídeos que são gratuitos (como os que estão em nosso canal do youtube – com mais de 6.000 inscritos no canal e mais de 200.000 visualizações) e os vídeos dos cursos que estão no Vimeo.

Mas o que gostaria de comentar com vocês é como tudo acaba voltando ao processo das 4 etapas quando vamos aprender uma nova habilidade. Com o tempo aprendi que falar para uma câmera é diferente de conversar com uma pessoa. É algo óbvio, claro, só que então surge a questão: como falar?

Com os treinamentos que realizei para aperfeiçoar a habilidade de falar em público, aprendi a falar em público. E, com isso, comecei a utilizar as técnicas de falar em público para gravar os vídeos. Até que, por fim, estou percebendo – e aprendendo – que também falar para uma câmera não é idêntico ao comportamento de falar para um grupo de pessoas, em uma aula, um seminário, uma palestra.

Na verdade, em um curso que estou fazendo, estou reaprendendo que muito do que fazemos ao falar com uma pessoa ou grupo não deve ser feito ao gravar um vídeo. O que é curioso é como temos que passar necessariamente por:

– praticar (repetir o comportamento);

– aperfeiçoar (sair da zona de conforto e tentar comportamentos próximos dos já feitos, mas um pouco diferentes);

– avaliar (o que está bom e o que não está bom)

– modificar o que for preciso.

No caso dos vídeos, existe um outro fator que não é apenas comportamental. Envolve toda a produção por trás: iluminação, som, câmera, edição. Tendo avaliado todos estes fatores, e agora estamos finalmente com todos os elementos com qualidade profissional! É muito gratificante ter tido tanto retorno positivo e ter conseguido agora montar o meu estúdio profissional para os vídeos!

E, assim, estou fazendo cursos de edição de vídeos profissionais no Mac. De forma que, em breve, teremos mais vídeos gratuitos, bem como mais cursos em vídeo!

Com este exemplo mais pessoal, espero ter conseguido demonstrar como com todos os novos comportamentos, nós temos que fazer e repetir continuamente o processo de aprendizagem para termos, por fim, confiança para fazer com tranquilidade.

Nem sempre é fácil. Às vezes passar de um degrau para o seguinte (no caso do exemplo, mudar de uma câmera HD simples para uma DSRL, de um programa de edição simples para um complexo, etc) pode parecer um salto gigantesco. Mas, com o tempo, o que parecia difícil fica tão fácil quanto o básico. E no processo ganhamos em conhecimento e confiança.

Outro aspecto que pode desanimar muita gente é no passo que envolve a avaliação. Talvez em alguns momentos, precisemos da avaliação externa, das críticas e sugestões de outras pessoas. Como as críticas nem sempre são positivas (e nem devem ser já que estamos ainda nos aperfeiçoando), podemos paralisar e desanimar e não dar o passo seguinte.

Entretanto, se não mudarmos o que for preciso, não teremos evoluído. Como diz a frase do Beckett: “Ever tried. Ever failed. No matter. Try Again. Fail again. Fail better.” – Samuel Beckett. Tradução:

“Tente. Fracasse. Não se importe. Tente de novo. Falhe de novo. Falhe melhor”. 

Psicólogo Clínico e Online (CRP 06/145929), formado há 14 anos, Mestre (UFSJ) e Doutor (UFJF), Instrutor de Mindfulness, Coach e Presidente do Instituto Felipe de Souza. Como Professor no site Psicologia MSN venho ministrando dezenas de Cursos de Psicologia, através de textos e Vídeos em HD. Faça como centenas de alunos e aprenda psicologia através de Cursos em Vídeo e Ebooks! Loja de Vídeos e Ebooks. Você pode também agendar uma Sessão Online via Skype, Terapia Cognitivo Comportamental, Problemas de Relacionamentos, Orientação Profissional e Coaching de Carreira , fazer o Programa de 8 Semanas de Mindfulness Online. E não se esqueça de se inscrever em nosso Canal no Youtube! e Instagram! Email - [email protected] - Agendar - Whatsapp (11) 9 8415-6913