Conheça as possibilidades de receber bolsas de estudo para estudar no Ensino Superior: bolsas de iniciação científica, mestrado, doutorado e pós-doutorado.

Olá amigos!

Neste texto, gostaria de compartilhar com vocês algumas informações que são relativamente desconhecidas de quem não está dentro do ambiente acadêmico, ou seja, dentro das universidades públicas ou privadas.

No Ensino Médio, vemos colégios particulares oferecendo bolsas de estudo para que os alunos deixem de pagar uma parte das mensalidades ou mesmo estude de graça (bolsas de 100 por cento). Aqui em Minas, nós chamamos os testes para ver quem vai conseguir as bolsas de bolsões.

No Ensino Superior, nas graduações e pós-graduações, também é possível conseguir bolsas para estudar em universidades particulares. Os dois principais programas são o Prouni e o Fies.

Entretanto, o que pouca gente sabe é que nas universidades públicas, federais e estaduais, é possível também conseguir bolsas de estudo. Assim, além de não pagar mensalidades para estudar (diretamente, já que pagamos indiretamente pois todos os custos são pagos com o dinheiro dos nossos impostos), nós também podemos conseguir bolsas que incentivam a pesquisa científica ou acadêmica.

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São 3 os tipos principais:

Bolsas de Iniciação Científica

Enquanto ainda estamos fazendo a faculdade, podemos conseguir uma bolsa de iniciação científica que tem duração de 1 ano. A avaliação é feita pelo professor de uma disciplina que vai orientar os alunos bolsistas durante o período.

Existem basicamente dois tipos de bolsas de iniciação: no primeiro, não recebemos nenhum dinheiro mas temos a oportunidade de estudar em profundidade um tema que nos interessa. Vale como experiência e ajuda na consolidação do currículo (acadêmico e profissional) futuro.

No segundo, recebemos uma bolsa mensal de estudos. Os valores são reajustados de tempos e tempos e sofrem variações de acordo com o órgão de fomento (Capes, CNPq ou Fundações Estaduais como a Fapesp ou Fapemig).

Segundo o site do CNPq, no ano de 2014, o valor da bolsa de iniciação científica é de 400 reais.

Bolsas de Mestrado

O mestrado é uma pós-gradação. Como o próprio nome indica, é um curso que fazemos depois da graduação. Tem duração média de 2 anos. O aluno tem que cursar disciplinas definidas pelo Programa de Pós-Graduação da Instituição de Ensino.

Evidentemente, podemos fazer mestrado em uma universidade particular. Mas, do mesmo modo que acontece na graduação, teremos que pagar uma mensalidade para tanto.

Em universidades públicas, não só não vamos ter que pagar uma mensalidade como podemos vir a receber uma bolsa de estudos.

Segundo o site da Capes, a bolsa de mestrado no ano de 2014 foi de 1350 reais por mês.

Dependendo do Programa em que vamos nos inscrever, teremos que concorrer não só pelas vagas para entrar como também pelas bolsas. Ou seja, alguns Programas de Mestrado não tem tantas bolsas quanto vagas disponíveis.

Bolsas de Doutorado

O que foi dito acima para o mestrado é válido também para o doutorado. A diferença é que o doutorado é mais longo do que o mestrado. Enquanto o mestrado dura 2 anos o doutorado tem duração de 4 anos.

O valor da bolsa de doutorado é maior. No ano de 2014, o valor foi de 2200 reais.

O pós-doutorado (o estágio que é feito após o doutorado) – e que tem duração de 6 meses a 2 anos – também pode vir a contemplar o aluno com uma bolsa de estudos. A bolsa de pós-doutorado, no ano de 2014, foi de 3700 reais.

Como funciona o processo seletivo para mestrado e doutorado

Em geral, a concorrência para fazer um mestrado e um doutorado – estou falando apenas nas universidades públicas – é bem menor do que o vestibular ou Enem para fazer a graduação. No entanto, embora a concorrência seja menor, o processo seletivo é bem mais complexo e composto das seguintes etapas:

1) Prova teórica (escrita, normalmente dissertativa);

2) Prova de línguas (dependendo da instituição, o aluno poderá escolher entre inglês, francês, espanhol, italiano, espanhol – as principais. Em outros casos, o inglês será obrigatório e, para certos tipos de mestrado e doutorado, será exigido o conhecimento de uma língua relacionada à pesquisa);

3) Entrevista com uma banca de professores

4) Apresentação do projeto de pesquisa

O projeto de pesquisa consiste no que o aluno pretende estudar nos 2 anos (de mestrado) ou 4 anos (de doutorado) ou no estágio de pós-doutorado. O modelo de projeto varia de programa para programa. Se compararmos um projeto da área de exatas com o da área de humanas, veremos certamente a diferença.

Entretanto, o que é comum é a exigência de o projeto ter relação com o programa. Por exemplo, no PROMEL (Programa de Mestrado em Letras da UFSJ), aonde fiz meu mestrado, haviam duas linhas de pesquisa: literatura e memória cultural, por um lado, e, por outro, discurso e representação social.

Apesar de ter objetivos bastante vastos, (o que nem sempre é comum), há um limite para o tipo de pesquisa que será aceito. Uma pesquisa em teatro seria aceita porque há lá um grande pesquisador do tema teatro com enfoque na história do teatro em Minas, que é o Prof. Dr. Alberto Tibaji. Porém, se o aluno quisesse escolher estudar gramática, não encontraria um professor disposto a orientá-lo.

Portanto, a dica é pesquisar primeiro pelos Currículos Lattes de cada professor. A fim de facilitar, muitos programas disponibilizam nos editais ou nas secretarias uma lista com o interesse de pesquisa de cada um.

Outra dica importante sobre o processo seletivo é que é possível se inscrever como um aluno especial e cursar apenas uma matéria. A matéria constará no currículo posteriormente e, se o aluno entrar, não terá que cumprir novamente. Como aluno especial, cursando uma disciplina isolada (este é o nome a ser buscado nos editais lançados nos sites dos programas), o candidato poderá conhecer melhor o funcionamento da instituição, o estilo dos professores e fazer amizades com pessoas que já estão cursando o mestrado e/ou doutorado.

Conclusão

É importante salientar que os valores mencionados acima sofrem variações de tempos em tempos. Embora não subam anualmente como o salário, é comum que sofram reajustes. Pelo que tenho acompanhado, aumenta mais ou menos a cada 3 anos.

Os valores também não são totalmente precisos pois temos que levar em conta o órgão de fomento (o setor do governo, estadual ou federal, que vai pagar a bolsa). Assim, a Fapesp – de São Paulo – paga mais que a Fapemig – de Minas.

Tais órgãos de fomento se diferenciam, ainda, pela regularidade no pagamento. Alguns, como a Capes, pagam com uma regularidade que o aluno pode contar, enquanto outros órgãos podem ser mais enrolados no pagamento, especialmente se o dinheiro passar pela universidade antes de cair na conta bancária do aluno.

Algumas perguntas comuns sobre tais bolsas dizem respeito à possibilidade ou não de trabalhar concomitantemente. Até pouco tempo atrás, não era permitido trabalhar e ter uma bolsa de estudos (de iniciação, mestrado e doutorado).

Mais recentemente, por volta de 2010 se não me falha a memória, a lei nacional foi mudada e agora é possível sim que um aluno trabalhe e tenha a bolsa. Pelo que ouvi, isto veio a atender a demanda das faculdades de exatas, nas quais o financiamento privado de pesquisas é maior e que não estava encontrando alunos dispostos a largar um trabalho já conquistado para realizar as pesquisas de mestrado e doutorado.

Seja como for, esta lei é válida para todos os cursos. A pegadinha, entretanto, é que os professores vão preferir alunos que não trabalhem. Por motivos óbvios: estes poderão ter mais tempo disponível para se dedicar e, certamente, terão a tendência de terminar as suas pesquisas no prazo estipulado em seus cronogramas.

Outra dúvida comum é sobre a possibilidade de fazer uma graduação de um tipo e fazer uma pós-graduação em outra faculdade. Sim, é permitido, mas essa possibilidade vai variar de faculdade para faculdade. Em geral, faculdades que possuem temas em comum permitem. Exemplo, eu fiz graduação em psicologia e mestrado em letras (Teoria Literária e Crítica da Cultura).

E, por fim, outra pergunta diz respeito à utilidade de fazer uma iniciação científica, um mestrado e/ou um doutorado. Bem, em geral, todo este percurso é feito por pessoas que gostam de estudar e que são incrivelmente interessadas por um tópico de suas graduações. De modo que, ao final do processo, teremos um pesquisador especialista em um certo tipo de problemas (no doutorado, é exigida uma tese original).

Pelo que pude observar nestes mais de 12 anos dentro de algumas universidades públicas, este percurso não é para qualquer aluno. Mesmo uma iniciação científica pode ser tão desgastante que o aluno chega a desistir pelo meio – o que é ruim para a instituição e para o professor. O mestrado e doutorado tendem a apresentar, é claro, uma exigência muito maior e, justamente por isso, todo país civilizado do mundo incentiva com bolsas de estudo já que é, realmente, um caminho que exige muita dedicação e esforço.

Ao final, portanto, o aluno sai um especialista, um pesquisador e possivelmente um professor super capacitado para ensinar os que estão vindo cursar a graduação.

Dúvidas, por favor, escreva abaixo nos comentários!

Psicólogo Clínico e Online (CRP 06/145929), formado há 14 anos, Mestre (UFSJ) e Doutor (UFJF), Instrutor de Mindfulness, Coach e Presidente do Instituto Felipe de Souza. Como Professor no site Psicologia MSN venho ministrando dezenas de Cursos de Psicologia, através de textos e Vídeos em HD. Faça como centenas de alunos e aprenda psicologia através de Cursos em Vídeo e Ebooks! Loja de Vídeos e Ebooks. Você pode também agendar uma Sessão Online via Skype, Terapia Cognitivo Comportamental, Problemas de Relacionamentos, Orientação Profissional e Coaching de Carreira , fazer o Programa de 8 Semanas de Mindfulness Online. E não se esqueça de se inscrever em nosso Canal no Youtube! e Instagram! Email - [email protected] - Agendar - Whatsapp (11) 9 8415-6913