Olá amigos!

Para ser sincero, sempre desconfiei da história do homem pré-histórico, do homem-animal que luta com outros animais para caçar e sobreviver. Não sei explicar muito bem porque esta história me parece equivocada, mas, enfim, me parece que falta um quebra-cabeça para entendermos melhor o começo da humanidade.

De toda forma, os biólogos defendem a ideia da evolução e seleção natural. (Para quem não conhece muito sobre estes assuntos, recomendo ver o documentário sobre Charles Darwin). E os neurocientistas também tem argumentado que o nosso cérebro manteve etapas da evolução anterior, de modo que podemos falar em 3 cérebros!

O primeiro cérebro: o cérebro reptliano

O cérebro reptiliano corresponde, a grosso modo, à parte de trás da nossa cabeça, começa no final da medula e inclui o cerebelo. Esta parte do nosso cérebro, que se assemelha ao cérebro dos répteis, é responsável por funções básicas como controlar o batimento cardíaco, a respiração, a digestão, e movimentos simples como levantar e abaixar um braço e a manutenção da postura corporal.

Além da manutenção da vida (coração e respiração) e locomoção básica, o cérebro reptliano comanda as nossas emoções mais primitivas: o medo, o desejo (por alimentos e sexo) e a raiva.

O segundo cérebro: o cérebro dos primeiros mamíferos

O chamado cérebro dos primeiros mamíferos corresponde ao telencéfalo, estrutura na qual encontramos o hipocampo e as amígdalas do cerebelo. Em certo sentido, parte destas estruturas já estão presente nos cérebros de répteis, mas foi com o desenvolvimento dos mamíferos que estas áreas se expandiram.

Com a expansão destas funções, os animais passaram a conseguir antever com mais precisão quem era os seus inimigos e amigos, a ter maior capacidade para buscar e encontrar alimentos e, também, maior habilidade de guardar lembranças.

Além de uma maior destreza instintiva (sobrevivência e reprodução), o que o segundo cérebro nos trouxe de especial foi a grande variedade de emoções. Como os mamíferos tinham que cuidar muito mais tempo de seus filhotes, e, em muitos casos, viver em um grupo, as emoções evoluíram da primitiva raiva, medo e desejo para emoções diferenciadas e complexas.

Somente emoções sutis podem explicar o comportamento animal de cuidar da ninhada por longos períodos e proteger e ajudar os da própria espécie.

O terceiro cérebro: o cérebro racional

Segundo os estudiosos da biologia e das neurociências, o último passo na evolução do cérebro aconteceu há cerca de cem milhões de anos, com o surgimento do córtex cerebral. Ao contrário do que poderia-se esperar, o córtex cerebral ou cérebro racional não está presente apenas nos seres humanos.

Seres inteligentes como golfinhos, baleias, macacos também possuem esta última etapa da evolução cerebral. Porém, como seria de se esperar, é o homem quem possui o cérebro racional mais desenvolvido.

Alguns pesquisadores chamam o cérebro racional de cérebros dos mamíferos superiores. Independente do nome, o importante é sabermos que este dá a a capacidade de aprendizado mais rápido, o que permite uma melhor adaptação ao meio.

A adaptação é facilitada pelo fato de que, com o cérebro racional, é possível prever com grande antecedência pelas consequências. Com isto, torna-se possível enganar inimigos perigosos, além da capacidade de conviver em grupos maiores (como os primatas) e ter uma linguagem para comunicação, como acontece também com os cetáceos.

Emoções ainda mais sutis como a compaixão tem origem no córtex cerebral, como indicam pesquisas da neurociência.

O nosso córtex é muito maior em volume e habilidade do que o dos outros mamíferos. Com isso, as nossas emoções podem ser significadas em sentimentos, ou seja, enquanto a emoção é apenas uma sensação corporal (por mais complexa que seja), nós podemos transformar esta sensação em uma compreensão maior, racional, em um sentimento.

Conclusão

Para definir o ser humano, podemos utilizar conceitos de muitas áreas. É muito famosa a definição do homem como um ser racional (zoon logikon). O interessante de estudarmos a neurociência e olharmos a história da evolução do nosso cérebro (ou dos três cérebros em nossa cabeça) é que podemos entender muitos comportamentos que não são possíveis de serem explicados apenas a partir da razão.

Como explicar o sentimento de medo terrível ao ver uma barata? Este não é um comportamento racional, pois um pequeno animal normalmente não apresenta perigo. Entretanto, ao nos informarmos que temos também um cérebro primitivo, responsável pelo medo, vamos começar a compreender que nem sempre a razão domina.

Do mesmo modo acontece quando o segundo cérebro tem mais força do que o córtex. Uma emoção forte, como estar apaixonado ou triste pode ser muito mais forte do que todas as razões para agir.

Psicólogo Clínico e Online (CRP 06/145929), formado há 14 anos, Mestre (UFSJ) e Doutor (UFJF), Instrutor de Mindfulness, Coach e Presidente do Instituto Felipe de Souza. Como Professor no site Psicologia MSN venho ministrando dezenas de Cursos de Psicologia, através de textos e Vídeos em HD. Faça como centenas de alunos e aprenda psicologia através de Cursos em Vídeo e Ebooks! Loja de Vídeos e Ebooks. Você pode também agendar uma Sessão Online via Skype, Terapia Cognitivo Comportamental, Problemas de Relacionamentos, Orientação Profissional e Coaching de Carreira , fazer o Programa de 8 Semanas de Mindfulness Online. E não se esqueça de se inscrever em nosso Canal no Youtube! e Instagram! Email - [email protected] - Agendar - Whatsapp (11) 9 8415-6913