Olá amigos!

Este é um texto da série Dinheiro e Profissão, que tem por objetivo fazer com que possamos refletir sobre o que nos faz insubstituível – no trabalho, no emprego, na carreira que decidimos seguir.  Ao contrário do que muitos pensam, nós somos insubstituíveis sim, mas – olhando do ponto de vista empresarial – nós somos insubstituíveis por nossas características pessoais que nos destacam. Talvez existem centenas, milhares de pessoas com as mesmas competências e é justamente uma ou outra característica que vai nos fazer ter sucesso. O texto procura então te ajudar a pensar: o que te faz insubstituível?

O que é ser insubstituível?

Quando alguém morre, dizemos que aquela pessoa era insubstituível, ou seja, ninguém vai conseguir ocupar o lugar dela, fazer o que ela fazia, do jeito que ela fazia. Creio que esta é a maneira mais simples de pensarmos sobre esta questão. Quando alguém morre, também pensamos – nas empresas e organizações – que o show deve continuar, quer dizer, a empresa não pode parar e outra pessoa tem que ocupar a vaga deixada.

Se pensamos sob o ponto de vista filosófico, chegaremos à conclusão de que, realmente, cada pessoa é insubstituível, na medida em que o indivíduo é, pela própria definição da palavra, em sua origem, aquele que não se repete, aquele que é único, um caso à parte toda a espécie. Se olharmos um animal como um cachorro ou um gato, mesmo sabendo que é um cachorro ou um gato, se convivermos com o animal logo perceberemos que cada um é único, cada um é, na acepção original da palavra, um indivíduo.

Por exemplo, aqui em casa temos a sorte de conviver com estes seres incríveis: a Syang, a Amelie Poulain (ambas são cadelinhas basset dachshund) e dois gatos (a Pitika e o Bonifácio Schubert). Ora, cada um é único, certo? E cada é insubstituível, assim como nós, seres humanos, ainda que sejamos seres humanos como espécie, somos indivíduos únicos, inigualáveis.

Porém, dentro de uma empresa, de uma organização, temos que lembrar que existem objetivos a serem alcançados, que existem esforços e recursos na sua realização. O pensamento da psicologia organizacional divide então a empresa em cargos e, em cada cargo, uma série de competências que deverão ser cumpridas cotidianamente pelo funcionário. E é aqui que entra a ideia contrária: ali dentro, todos são substituíveis, ou seja, todos podem ser demitidos, mandados embora, ou pedir demissão e, com isso, o pensamento de que somos insubstituíveis não caberia.

Como resolver estas duas formas contrárias de pensamento?

O que te faz insubstituível?

Há um tempo atrás eu vi uma reportagem que mostrava que em uma grande empresa americana de franquias de cafeteria, havia uma loja que vendia mais que o dobro das outras. Os gerentes foram então analisar qual seria o motivo daquelas vendas extraordinárias. E o motivo não era uma melhor localização, produtos melhores ou preços mais baixos. Como era uma franquia todo o processo de criação de cada uma das centenas de lojas era praticamente igual.

A diferença que fazia toda a diferença advinha de uma funcionária que todos no bairro simplesmente amavam. Ela conhecia cada um dos clientes, chamava cada um deles pelo nome, conhecia quando estavam bem ou mal, as famílias, as profissões e, desta forma, tinha uma excelente convivência com todos. Como todos amavam ela, voltavam constantemente para comprar mais cafés e conversar com a mulher, já uma senhora por volta dos seus cinquenta anos.

E o que fazia esta senhora insubstituível? A grande habilidade dela de conhecer os clientes. A diferença entra tão grande para as outras lojas da franquia e tudo se devia somente à sua personalidade, ao seu jeito de agir e se comportar – e de se importar – com os clientes, de forma verdadeira e espontânea. Isto fazia com que ela fosse insubstituível para a empresa. Todas as outras funções que ela fazia – como servir o café ou o lanche – poderiam ser feitas por outras pessoas, mas a personalidade dela, no que a destacava, era insubstituível.

E, se formos pensar nas nossas próprias características, podemos dividir de forma didática dois grandes grupos de características individuais: a inteligência emocional e inteligência intelectual.

A inteligência emocional que te faz insubstituível

O exemplo da senhora da cafeteria é o melhor exemplo possível sobre o fator inteligência emocional, que permite com que ela se aproxime das pessoas, se dê bem com todos, tenha uma ótima relação interpessoal. Ao contrário do que a maior parte das pessoas pensa, para sermos mais sociáveis, mais bem relacionados, não precisamos de muito. A principal característica é saber ouvir. Se estamos dispostos a ouvir as outras pessoas, com atenção, nem que seja rapidamente, dizendo “Oi, como você está?” realmente estando interessado no que a pessoa vai dizer, já é uma forma de lidar que traz excelentes resultados.

Muitos pessoas são brilhante no trato com os demais, sem serem extrovertidas, ou seja, aquelas pessoas que falam muito, tem milhões de amigos e gostam de aparecer (embora a extroversão seja muito que isso, esta simples definição basta para os nossos propósitos aqui).

Além da capacidade de estabelecer boas relações interpessoais, podemos ver a inteligência emocional na capacidade de conhecer e saber lidas com os próprios sentimentos: raiva, tristeza, angústia, desânimo e outras emoções podem estar presente, mas o fato de conseguir se recompor e continuar  é sinal de uma característica que pode te fazer insubstituível.

A inteligência intelectual que te faz insubstituível

Não sei todos conhecem a série americana House. O Dr. House é um médico brilhante, que conhece as doenças mais raras e de difícil diagnóstico. Ele seria o exemplo de baixa inteligência emocional e de grande inteligência intelectual. O que o faz insubstituível no Hospital aonde trabalha é ter a competência de saber mais, com mais profundidade, e com melhor percepção o que os sintomas dos pacientes indicam para se fechar um diagnóstico preciso e, com isso, indicar o melhor tratamento.

Algumas pessoas tem facilidade para adquirir e reter um enorme número de informações, de dados, de conhecimentos e conseguem utilizá-los em sua carreira e profissão. Embora possam não ser muito hábeis para lidar com as outras pessoas (seria infinitamente melhor se desenvolvem também a parte emocional), são insubstituíveis pela sua inteligência, por saberem mais do que os seus concorrentes para a mesma vaga.

Conclusão

Dizendo de uma forma geral e filosófica, todos nós somos insubstituíveis. Sempre gosto de lembrar os meus pacientes o fato de que eles são únicos e ninguém, ninguém mesmo dentre os 7.000.000.000 de seres humanos vivos hoje vai se igualar a eles. Ou seja, nós somos únicos e temos que saber valorizar o que temos de especial. Talvez você tenha uma característica que te destaque pela inteligência emocional ou pelos conhecimentos ou ainda por um dom ou por um talento que não comentamos no texto.

Porém, descobra o seu potencial. Talvez o seu potencial seja raro, ou esteja escondido, ou seja pouco utilizado. Pode ser que você o utilize fora do trabalho, ou não esteja usando em muitos momentos. Lembre-se sempre do que te faz insubstituível.

Psicólogo Clínico e Online (CRP 06/145929), formado há 14 anos, Mestre (UFSJ) e Doutor (UFJF), Instrutor de Mindfulness, Coach e Presidente do Instituto Felipe de Souza. Como Professor no site Psicologia MSN venho ministrando dezenas de Cursos de Psicologia, através de textos e Vídeos em HD. Faça como centenas de alunos e aprenda psicologia através de Cursos em Vídeo e Ebooks! Loja de Vídeos e Ebooks. Você pode também agendar uma Sessão Online via Skype, Terapia Cognitivo Comportamental, Problemas de Relacionamentos, Orientação Profissional e Coaching de Carreira , fazer o Programa de 8 Semanas de Mindfulness Online. E não se esqueça de se inscrever em nosso Canal no Youtube! e Instagram! Email - [email protected] - Agendar - Whatsapp (11) 9 8415-6913