Existe um fator dos mais importantes para a saúde mental e para os resultados que podemos obter que é o seguinte: que imagem você faz de você mesmo? Como você se vê? O que você pensa a seu próprio respeito? Ou seja, quem é você para você?

Imagine, existem pessoas que são brilhantes e são inseguras. Existem pessoas que são inteligentes e se acham burras, existem pessoas lindas que se acham feias.

Podemos definir este fator como autoimagem. Outros ainda pensam como autoestima. Independente do nome, o que importa é descobrir a verdade sobre os pensamentos e valores atribuídos a si próprio.

E porque o que a gente pensa da gente mesmo é tão importante? Porque, como nos exemplos, acima, às vezes não importa a objetividade. A pessoa pode ser linda, mas se se comportar como uma pessoa feia, quase conseguirá ficar feia. Assim como uma pessoa super inteligente, se pensar que é incapaz, poderá se autossabotar, ou seja, desperdiça todo o potencial apenas porque pensa que não é inteligente.

O que os outros pensam a seu respeito?

Uma excelente técnica para coletar informações objetivas sobre nós mesmos é perguntar para as pessoas que conhecemos o que pensam de nós. É claro que ouviremos respostas de todos os tipos. Mas é até curioso o exercício. Alguns dirão o oposto de outros. Porém, conseguiremos encontrar algumas características que serão comuns e provavelmente representam o modo como a maior parte das pessoas nos vê.

Por exemplo, muitas e muitas pessoas – que não me conhecem, que me conhecem pouco e me conhecem muito – dizem que eu sou uma pessoa calma. A calma, a tranquilidade, a paz que eu passo é uma avaliação muito comum para a minha pessoa.

E o que isto quer dizer? Quer dizer que a maior parte das pessoas que me conhece me vê deste modo. Isto pode ser uma característica objetiva e real. Mas é importante lembrar que todo e qualquer adjetivo é uma comparação. Eu sou calmo porque as outras pessoas são mais “nervosas” ou mais “bravas” ou mais “irritadas”. Então, ao comparar, chega-se a um adjetivo que qualifica a minha imagem para os outros.

Então comece por ai. Pergunte para muitas pessoas o que elas pensam de você, ou como elas acham que é a sua personalidade, o seu temperamento, o seu comportamento. Você encontrará respostas muito inusitadas. Geralmente será até divertido e surpreendente.

O que você pensa de si mesmo?

Quando nós trabalhamos com empresas, nós, psicólogos, muitas vezes pedimos para que o candidato faça uma autoavaliação desenhando em um papel em branco, de um lado uma mão, e no verso, outra mão. E, depois, em cada dedo o candidato tem que escrever

– 5 características positivas

– 5 características negativas

Negativo aqui quer dizer o que pode ser mudado, melhorado. Pontos a serem trabalhados, coisas que incomodam na gente e aos outros.

Esta é uma autoavaliação que pode ser utilizada por todos. Não apenas em entrevistas de emprego ou dinâmicas de grupo. Podemos acrescentar ainda, 5 coisas que gostamos e 5 coisas que não gostamos. Enfim, podemos fazer listas e listas de traços de personalidade e, ao final, reunir tudo e chegarmos a uma conclusão.

Se ouvimos dos outros que somos deste ou daquele jeito, podemos perguntar: será que eu sou assim? Será que eu me vejo desta forma? Será que todos me veem igual? Ou o que é semelhante em todas as imagens de mim?

Perfil nas Redes Sociais

O universo da tecnologia muda muito rapidamente. Antes mandávamos e-mails, agora acessamos o facebook, twitter, google plus, skype para nos comunicar com os amigos e parentes.

O nosso perfil nas redes sociais também é um indicador interessante para a nossa autoimagem. Que tipo de foto você escolheu para representar você em seu perfil? Quais fotos estão no seu álbum?

Pense em um perfil com um garoto sem camisa exibindo o abdomen malhado e pense em um garoto em uma foto tirada a distância, uma foto que você tem que abrir para ver o rosto e quase não é possível ver. É uma grande diferença, não é? Do mesmo modo, se imaginarmos uma garota com sua mãe na foto do perfil, outra com dez amigas, outra em uma praia e outra com seu namorado.

Claro que as fotos nos perfis – e nos álbuns – são dinâmicas, são acrescentadas novas, retiradas, cortadas, modificadas. Porém, às vezes uma imagem vale mais que mil palavras. Apesar disso, as palavras Sobre Mim nos perfis também dizem muito.

No facebook é muito interessante ver o que as pessoas curtem e compartilham. Existem pessoas que compartilham fotos da marcha para liberação da maconha, outros fotos contra um partido político, outros imagens religiosas, outros fotos de animais fofos, etc. O que você compartilha? Que visão de mundo você quer compartilhar com os outros? Isto também faz parte do seu perfil, da imagem que você está construindo para os demais.

A voz interna

Além de todas estas atividades que podemos fazer ou observar para pensar a respeito da autoimagem, da autoestima, a mais eficaz é observar a voz interna que alguns chamam de voz da consciência ou ainda como o “anjinho” e “diabinho” que fica falando coisas para o bem ou para o mal.

Imagine o seu dia-a-dia. Você vai vestir uma roupa. O que você pensa consigo sobre o seu corpo? Sobre como ficou a roupa? Você vai começar uma nova atividade, digamos um curso ou um trabalho, o que você avalia? Você vai conseguir, vai ser mole ou vai ser pesado, difícil?

Nestes mais de seis anos de atendimentos clínicos como psicólogo, tive a oportunidade de conhecer pessoas muito diferentes umas das outras. Conheci pessoas que acham que eram melhores em tudo. Outras mal conseguiam sair de casa por se acharem feias, gordas, estúpidas. No meio termo, porém, está a maior parte.

Quero dizer, o mais comum é encontramos pessoas que se acham boas, capazes, competentes em uma determinada área ou atividade e se acham péssimas ou horríveis nas demais.

Responda então – o que você ouve a respeito de você? Como você se autoavalia? São coisas boas ou coisas ruins? Coisas que te fazem ter motivação ou coisas que te fazem deprimir?

Conclusão

No texto, falamos a respeito da autoimagem, da autoestima. Quis muito escrever sobre este tema, novamente, porque às vezes não se trata de mudar o ambiente, mudar uma condição, uma circunstância.

De que adianta ter um curso a mais, ter mais dinheiro, ter mais amigos, se no fundo você acha que você não presta? Ou seja, a autoavaliação, o que dizemos e pensamos sobre quem somos, é fundamental para melhorarmos nossa qualidade de vida.

Pode ser que já tenhamos todas as condições externas para nossa felicidade, como uma boa família, uma boa casa, bons amigos, condições materiais decentes, enfim, mas se não tivermos uma autoavaliação correta poderemos estar sofrendo a toa.

Claro que não se trata de se autoavaliar como a melhor pessoa do mundo, a mais bela, inteligente ou capaz. Na verdade, nunca devemos nos comparar com os demais. O objetivo com este texto foi mostrar que é muitíssimo importante saber como está sendo esta autoavaliação.

Muitos acabam parando quando poderiam continuar, muitos acabam desistindo de seus sonhos por terem medo, muitos não vivem bem simplesmente porque ouviram uma opinião negativa ou crítica. Enfim, podemos mudar, podemos fazer mais. Começar por refazer, recriar os pensamentos e sentimentos sobre o nosso eu pode ser o primeiro passo para a mudança que vai fazer toda a diferença.

Psicólogo Clínico e Online (CRP 06/145929), formado há 14 anos, Mestre (UFSJ) e Doutor (UFJF), Instrutor de Mindfulness, Coach e Presidente do Instituto Felipe de Souza. Como Professor no site Psicologia MSN venho ministrando dezenas de Cursos de Psicologia, através de textos e Vídeos em HD. Faça como centenas de alunos e aprenda psicologia através de Cursos em Vídeo e Ebooks! Loja de Vídeos e Ebooks. Você pode também agendar uma Sessão Online via Skype, Terapia Cognitivo Comportamental, Problemas de Relacionamentos, Orientação Profissional e Coaching de Carreira , fazer o Programa de 8 Semanas de Mindfulness Online. E não se esqueça de se inscrever em nosso Canal no Youtube! e Instagram! Email - [email protected] - Agendar - Whatsapp (11) 9 8415-6913