Olá amigos!

Hoje vamos continuar o nosso Curso Grátis de Psicologia Positiva, com mais uma virtude. Desta vez, falaremos sobre a virtude da perspectiva. Segundo Martin Seligman, muitos pesquisadores gostam de chamar a virtude da perspectiva de sabedoria.

O Via Institute on Character descreve perspectiva da seguinte forma:

“Pode ser entendida como a sabedoria propriamente dita, mas aqui (como sabedoria dá nome à virtude maior), refere-se ao produto do conhecimento e da experiência, mas que transcende a acumulação de informação. É a coordenação desta informação e o seu uso deliberado para aumentar o bem-estar. Em um contexto social, perspectiva permite ao indivíduo ouvir os outros, avaliar o que dizem e então oferecer bons (sábios) conselhos. Frases típicas (se a modéstia não interferisse):

– Eu me conheço bem.

– Eu tomo decisões baseado tanto na razão quanto na emoção.

– Eu levo em conta as necessidades dos outros.

– Entendo os limites do que sei e faço.

– Minha maneira de agir é consistente com meus padrões pessoais.

– Tenho a capacidade de enxergar o “xis” de questões importantes” (VIA INSTITUTE SURVEY).

(Caso queira fazer o teste para saber a sua hierarquia de virtudes, clique aqui).

É importante notar que sabedoria ou perspectiva, como força do caráter na Psicologia Positiva, é diferente de inteligência. Na verdade, representa um tipo superior de conhecimento, julgamento e capacidade de diálogo. Uma outra definição que pode nos ajudar a compreender o que é perspectiva é observação de pessoas específicas.

No livro de Martin Seligman, Character Strenghts, ele menciona Charles Darwin no fim de sua vida, pois ele tinha a capacidade (a sabedoria ou perspectiva) de dar conselhos práticos e pragmáticos a respeito das questões do dia a dia. Ele também menciona a colunista Esther Pauline Friedman Lederer, conhecida como Ann Landers, que durante décadas fez milhões de fãs a partir dos editoriais que escrevia sobre todo quanto é tipo de assunto.

Diz Seligman:

“Esther Lederer tinha muitas das características que as pesquisas tem ligado à perspectiva. Ela lia muito e era apaixonadamente interessada no mundo. Ela trabalhava por trás dos bastidores por causas políticas. Ela tinha amizades profundas. Ela gostava de sair a noite assim como gostava dos simples prazeres da vida. Ao contrário de outros colunistas, ela frequentemente buscava mais conhecimentos com especialistas, usando a sabedoria deles para formar a sua” (SELIGMAN, p. 181).

O autor menciona que a sabedoria ou perspectiva pode ser medida através de escalas psicológicas e aponta algumas: ACL Pratical Wisdom Scale, Transcendente Wisdom Scale, CAQ Wisdom Scale, Acquired Wisdom Scale e CPI Wisdom Scale. Interessante notar que em todos eles a palavra utilizada é wisdom (sabedoria) e não perspectiva. Alguns destes medem a sabedoria como processo, outros como uma característica de personalidade e outros como uma qualidade adquirida.

“A sabedoria é usualmente pensada como um preditor positivo para o envelhecimento bem sucedido, mas também é um produto dele. O senso comum associa a sabedoria com a experiência e aqueles que são jovens atribuem a sabedoria à quem é mais velho. Entretanto, estudos sistemáticos apontam que não há uma correlação entre idade e sabedoria, mesmo com diferenças de idade que variam de 20 a 90 anos” (SELIGMAN, p. 189).

Allport, um dos maiores estudiosos da personalidade, já dizia: “A maturidade da personalidade não tem necessariamente nenhuma relação com a idade cronológica”.

Seligman também cita Hartman (2000) e o seu estudo longitudinal que aponta alguns fatores que podem ajudar a desenvolver ou não tal virtude:

– Tarefas da vida: ter a manter uma vida ativa, com tarefas e atividades constantes é um bom preditor para sabedoria futura.

– Ajustamento: a sabedoria não está totalmente ligada a se adaptar às circunstâncias sociais. Entretanto, um certo nível de ajustamento é esperado. Por exemplo, ter uma carreira ajuda a desenvolver a virtude da perspectiva.

– Aceitar as escolhas da vida: escolhas da vida quer dizer aqui o que acontece e não conseguimos controlar. Segundo Hartman, a sabedoria ou perspectiva advém da capacidade de entender o que se pode e o que não se pode mudar.

– Mudanças na vida: Aqui Seligman cita Freud. O pai da psicanálise perguntou certa vez: “O que uma pessoa normal deve ser capaz de fazer? E responde: “Tal pessoa deve ser capaz de amar e trabalhar”.

– Experiências estressantes: experiências difíceis nem sempre são negativas no desenvolvimento. No longo prazo, talvez sejam exatamente as situações mais complicadas as que mais trarão em termos de conhecimento e sabedoria.

Conclusão

Na psicologia analítica de Jung, existe o arquétipo do Velho Sábio. O Velho Sábio (geralmente identificado com o Self) é a figura daquele que sabe mais. Mas não é um conhecimento enciclopédico, metódico ou científico. É o conhecimento daquele – ou daquela – que viveu e aprendeu com a vida. Daquele que consegue falar do amor, da verdade ou da justiça mas igualmente se dispõe a varrer o chão ou lavar a louça ou observar que um cachorro está com sede e dar água para ele. Independente da idade…

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Psicólogo Clínico e Online (CRP 06/145929), Mestre (UFSJ), Doutor (UFJF), Instrutor de Mindfulness e Pós-Doutorando (Unifesp), Coach e Presidente do Instituto Felipe de Souza. Como Professor no site Psicologia MSN venho ministrando dezenas de Cursos de Psicologia, através de textos e Vídeos em HD. Faça como centenas de alunos e aprenda psicologia através de Cursos em Vídeo e Ebooks! Loja de Vídeos e Ebooks. Você pode também agendar uma sessão de Coaching Online via Skype, Relacionamentos ou Carreira (faculdade), fazer o Programa de 8 Semanas de Mindfulness Online e Orientação Profissional Online. E não se esqueça de se inscrever em nosso Canal no Youtube! Email - [email protected] - Agendar - Whatsapp (11) 9 8415-6913