Terapia Cognitivo comportamental 

A psicoterapia cognitivo-comportamental tem como características, segundo Serra (Serra apud Resende, 2003), o fato de que surgiu da pesquisa e se desenvolveu na pesquisa (modelo empiricamente validado).

É um sistema psicoterápico integrado (teoria, princípios e técnicas) e tem sua eficácia em sua aplicabilidade. É diretiva, semi-estruturada, didática, orientada à solução de problemas (terapeuta e paciente tem um papel ativo, sem hierarquia, trabalhando num processo colaborativo). O tempo de utilização é curto e limitado.

De acordo com Range (Range apud Resende, 2003), o modelo cognitivo-comportamental tem como principio fundamental a inter-relação entre cognições, emoções e comportamento. Os transtornos mentais seriam produtos de percepções e crenças distorcidas a respeito das diversas situações vivenciados pelo paciente.

A finalidade dessa psicoterapia é auxiliar o paciente a substituir suas interpretações distorcidas por outras mais realistas e para isso envolve uma integração uniforme de uma grande variedade de técnicas cognitivas e comportamentais.

O objetivo final dessa abordagem é a mudança de todo o modo de pensar do paciente, ajudando-o a perceber a realidade de forma mais objetiva e funcional. Ele aprenderá a identificar, analisar e substituir pensamentos disfuncionais na terapia e expandir o aprendizado adquirido para situações da vida diária (Resende, 2003).

Pela teoria cognitiva, a dependência química resulta de uma interação complexa entre cognições (pensamentos, crenças, idéias, esquemas, valores, opiniões, expectativas e suposições); comportamentos; emoções; relacionamentos familiares e sociais; influências culturais; e processos biológicos e fisiológicos.

A Terapia Cognitiva (TC), obviamente, focaliza primordialmente os processos cognitivos. Estes, por sua vez, interagem com os sistemas emocionais, ambientais e fisiológicos, determinando se uma pessoa terá maior ou menor probabilidade de ser dependente (Silva, 2004).

A teoria comportamental da dependência química tem seu foco nas teorias do aprendizado social (condicionamento clássico, aprendizagem instrumental e modelagem). Entretanto, cognições e comportamentos têm intima relação.

A teoria cognitiva tem como uma de suas premissas básicas o fato de que a cognição tem primazia sobre a emoção e sobre o comportamento. Em outras palavras, para a teoria cognitiva, mais importante que a situação real são as cognições associadas a elas. São as avaliações atribuídas à situação específica que influenciam as emoções e os comportamentos. Além disso, no processo terapêutico, as mudanças cognitivas precedem as mudanças emocionais e comportamentais (Silva, 2004).

Embora haja significativas diferenças entre a teoria cognitiva e a teoria comportamental, tem sido debatido, ultimamente, que a teoria cognitiva constitui-se como unificadora para a psicoterapia e para a psicopatologia. A TC utiliza um conjunto de técnicas dentro do enquadre do modelo cognitivo da psicopatologia, mas utiliza também técnicas derivadas dos modelos comportamentais (Silva, 2004).

Teoria e técnica cognitiva aplicada à dependência química 

A TC é uma abordagem estruturada ou semi-estruturada, diretiva, ativa e de prazo limitado. Ela se fundamenta na racionalidade teórica de que o afeto e o comportamento de um indivíduo são, em grande parte, determinados pelo modo como ele estrutura o mundo. Neste sentido, mais importante do que a situação real, é a avaliação que o indivíduo faz a respeito dela. Uma mesma situação pode, portanto, desencadear diferentes emoções (tristeza, raiva, ansiedade) (Silva, 2004).

 O objetivo da TC é reestruturar as cognições disfuncionais e dar flexibilidade cognitiva no momento de avaliar situações específicas. A TC visa à resolução de problemas focais, objetivando, em ultima análise, dotar o paciente de estratégias cognitivas para perceber e responder ao real de forma funcional (Silva, 2004).

 A Terapia Cognitiva contrasta com a Terapia Comportamental por dar maior ênfase às experiências internas (pensamentos, sentimentos, desejos). O terapeuta cognitivo formula as idéias e crenças disfuncionais do paciente sobre si, sobre suas experiências e sobre seu futuro em hipóteses e, então, testa a validade dessas hipóteses de uma forma objetiva e sistemática (Silva, 2004).

Desde modo, podemos ver que existem diversas terapias disponíveis para o tratamento do alcoolismo – o uso e o abuso do álcool. Todas elas podem ajudar em muito o dependente a se livrar do vício.

Psicólogo Clínico e Online (CRP 06/145929), Mestre (UFSJ), Doutor (UFJF), Instrutor de Mindfulness e Pós-Doutorando (Unifesp), Coach e Presidente do Instituto Felipe de Souza. Como Professor no site Psicologia MSN venho ministrando dezenas de Cursos de Psicologia, através de textos e Vídeos em HD. Faça como centenas de alunos e aprenda psicologia através de Cursos em Vídeo e Ebooks! Loja de Vídeos e Ebooks. Você pode também agendar uma sessão de Coaching Online via Skype, Relacionamentos ou Carreira (faculdade), fazer o Programa de 8 Semanas de Mindfulness Online e Orientação Profissional Online. E não se esqueça de se inscrever em nosso Canal no Youtube! Email - [email protected] - Agendar - Whatsapp (11) 9 8415-6913