“Podemos nos defender de um ataque, mas somos indefesos a um elogio” (Freud).

Olá amigos!

Em nosso site, nós já temos vários textos sobre críticas. Não é preciso ter formação em psicologia para perceber que as críticas normalmente diminuem o comportamento. Por exemplo, se você adora uma roupa e alguém vai e te critica, a tendência é que você diminua o uso dessa roupa, embora goste dela. Se mais de uma pessoa criticar a mesma roupa, a tendência será ainda maior que o uso seja descontinuado.

O elogio, por outro lado, vai na direção oposta. Se alguém elogia a sua roupa, a tendência é que o uso seja aumentado. E, assim como o comportamento de usar ou não usar uma roupa, outros comportamentos são diretamente afetados por elogios ou críticas.

Elogios e críticas: o aumento e a diminuição do comportamento

É velha, extremamente velha a discussão do livre arbítrio contra o determinismo ou o destino. Dependo do modo como olharmos, veremos que os dois pontos de vista se revelam verdadeiros, ao menos em certas situações. Ou seja, é claro que você pode continuar usando uma roupa, ainda que tenha sido criticado por todo mundo (livre arbítrio), porém, também não podemos deixar de concordar que os nossos comportamentos são muito influenciados pelo meio em que estamos inseridos.

Veja o caso das propagandas. Assistimos uma propaganda de um produto alimentício na TV uma, duas, três, dezenas de vezes. Depois, quando vamos ao supermercado, acabamos comprando a marca da propaganda. Óbvio que podemos dizer que a marca é melhor ou tem esse e aquele benefício. Quer dizer, foi uma escolha escolher aquela marca. Entretanto, será que esta escolha (supostamente livre) não teve influencia do que vimos na TV antes?

Enfim, este é um debate sem fim. Voltando ao nosso tema, de elogios e críticas, acho muito interessante a frase:

“Podemos nos defender de um ataque, mas somos indefesos a um elogio” (Freud).

Isso significa que podemos treinar muito e superar toda e qualquer crítica. Mas, no que tange aos elogios, é ainda mais difícil. Afinal, todos nós adoramos tudo o que comprove o nosso valor. Então, se alguém elogia algo que fizemos, vamos concordar com o elogio (embora muitas pessoas com baixa autoestima acabem não aceitando elogios também). Se concordamos com o elogio, acabamos ficando reféns dele. E, se isto é bom para a manutenção de um comportamento positivo, poderá ser prejudicial em outros casos.

Assim, se os pais elogiam uma criança por ter feito o seu dever de casa, o elogio – sendo aceito – provavelmente fará com que o comportamento de fazer o dever aumente ou continue estável. Mas se os pais elogiarem um comportamento mal-educado dos filhos, esse elogio poderá igualmente manter ou aumentar o comportamento inadequado socialmente.

Portanto, temos que ter a capacidade de saber avaliar. Se compramos, por exemplo, algo muito caro apenas pela possibilidade de ser elogiado por outra pessoa, estaremos também presos aos elogios, não a nosso favor. Pois, embora os elogios possam ter essa face negativa, eles também podem ser usados a nosso favor.

O Autoelogio

Já disse em outros textos que aprendi uma técnica da Programação Neurolinguistica que é fantástica (e engraçada). A técnica consiste em dar uns tapinhas nos ombros e dizer para si mesmo:

“Muito bem, ____, muito bem! Isso mesmo!

No caso, eu diria:

“Muito bem, Felipe, muito bem! Isso mesmo!

É divertido e engraçado. Se for feito, pode nos ajudar, de maneira que não dependeremos do elogio de outras pessoas para fazer o que queremos fazer ou o que precisamos. O que é incrivelmente útil para aumentar a motivação, quando estivermos sem.

Ainda que pareça uma técnica simples e até boba, certamente pode nos ajudar. Para quem é crítico (e autocrítico!), basta lembrar que o que continuamos fazendo teve ou tem a influencia do elogio de outras pessoas… até o ponto em que o elogio externo se transforma no elogio interno. 

Uma pessoa que aprendeu a cozinhar, teve primeiro o elogio das pessoas próximas que provaram a sua comida. Depois, com o tempo, e com a aprovação social, o elogio é dado de dentro para fora.

Uma pessoa que aprendeu a praticar muito bem um esporte, também vivenciou processo parecido. Com elogios e elogios do que estava sendo feito certo, de modo a reforçar tanto aquele comportamento específico como o comportamento de continuar jogando.

Igual a outra pessoa que aprendeu a tocar um instrumento, fazer contas de cabeça, memorizar informações como telefones, vender, conversar com estranhos, falar uma língua estrangeira… e

Pare um pouco e pense no que você gosta de fazer. No que você gosta muito de fazer. O processo não foi parecido? Então, se foi parecido, porque não pular a parte do elogio externo e já ir para o elogio interno – o autoelogio?

Conclusão

“Muito bem, Felipe, muito bem! Belo texto!

No final, nem sempre temos um elogio explicito. Em muitas situações, o elogio é implícito. Ou seja, talvez possamos chegar em um ponto em que as palavras não sejam necessárias. Só a sensação de dever cumprido já seria suficiente para que o comportamento seja repetido em uma próxima vez.

Porém, nada impede que continuemos utilizando a técnica da PNL. Se é engraçado e divertido, por que não?

Agradeço a você por ter lido até aqui “Muito bem, ____, muito bem!” Até.

Dúvidas, sugestões, comentários, por favor, escreva abaixo!

Psicólogo Clínico e Online (CRP 04/25443), Mestre (UFSJ), Doutor (UFJF), Instrutor de Mindfulness (Unifesp), Coach e Presidente do Instituto Felipe de Souza. Como Professor no site Psicologia MSN venho ministrando dezenas de Cursos de Psicologia, através de textos e Vídeos em HD. Faça como centenas de alunos e aprenda psicologia através de Cursos em Vídeo e Ebooks! Loja de Vídeos e Ebooks. Você pode também agendar uma sessão de Coaching Online via Skype, Relacionamentos ou Carreira (faculdade), fazer o Programa de 8 Semanas de Mindfulness Online e Orientação Profissional Online. E não se esqueça de se inscrever em nosso Canal no Youtube! Email - psicologiamsn@gmail.com - Atendimento presencial na Av. Paulista: Agendar - Whatsapp (11) 9 8415-6913