Um dos livros mais fantásticos que já li na psicologia foi escrito por Martin Seligman, o criador da psicologia positiva, chamado Learned Optimism, que foi traduzido como Aprenda otimismo. O autor começa descrevendo duas pesquisas que ajudaram a dar início à psicologia cognitiva – um ponto de ruptura com a psicologia comportamental, quando fala sobre o desemparo aprendido.

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A partir das ideias sobre o desemparo aprendido e sua possível relação com a depressão, Seligman começou a investigar o que faz com que uma pessoa em uma situação parecida com a do cão no experimento, apresentar o desemparo aprendido, enquanto outra pessoa simplesmente continua tentando e sai da situação.

(Num dos experimentos, o estímulo aversivo foi um som estridente e contínuo que poderia ser desligado na segunda situação com facilidade).

E a resposta a esta pergunta – o que faz uma pessoa desistir, enquanto outra continua – levou-a pensar sobre o otimismo e o pessimismo.

A psicologia do otimismo e do pessimismo

De maneira didática, entendemos na psicologia que o otimismo e o pessimismo são formas de pensar, formas de interpretação dos fatos. Quando um evento que consideramos negativo ou desagradável acontece, o que pensamos?

Exemplo: minha namorada não responde minha mensagem no Whatsapp. Este é o fato, em si não é negativo nem positivo (embora eu possua o desejo que ela responda). A partir deste fato, o que eu digo para mim mesmo?

Se fosse uma pessoa pessimista, poderia pensar:

1)      – Ela não gosta mais de mim.

2)      – Este relacionamento não tem futuro, nem nenhum relacionamento vai dar certo.

3)      – Isso é horrível, agora não tenho vontade de fazer mais nada (estudar, trabalhar, encontrar amigos, etc, porque tudo, todas as áreas da minha vida estão ruins).

3 Tipos de pessimismo (e otimismo)

As três frases acima representam três tipos de pessimismo:

1)      Pessimismo sobre o eu (o eu como sendo falho, inadequado, equivocado…)

2)      Pessimismo quanto ao futuro

3)      Pessimismo quanto às áreas da vida

Igualmente, temos três tipos de otimismo

1)      Otimismo sobre o eu

2)      Otimismo quanto ao futuro

3)      Otimismo quanto às áreas da vida

Partindo do mesmo exemplo, se minha namorada não responde, posso ter explicações mais otimistas.

1)      Ela gosta de mim, deve estar ocupada

2)      Ela vai retornar logo que puder. Esse relacionamento vai dar certo (se não, vou encontrar uma outra pessoa)

3)      Apesar de ela não responder, e eu estar me sentindo um pouco triste com a não-resposta, isso não vai afetar outras áreas da minha vida.

Otimismo e pessimismo em níveis variados

Se fizermos o teste de otimismo do Seligman, poderemos obter resultados diferentes hoje e daqui a cinco anos. De acordo com circunstâncias externas, temos pensamentos mais ou menos otimistas.

Também é comum que o otimismo ou pessimismo seja circunscrito a áreas da vida. Talvez eu possa ser otimista em relação à minha vida afetiva e pouco otimista em relação à situação econômica do país (ou a minha particular, financeira).

Além do teste – disponível no livro – a melhor forma de perceber se estamos sendo otimistas ou pessimistas em uma dada situação, em um dado momento é pegando um fato particular (mais fácil se for um fato desagradável).

Fato: quebrei um copo

O que penso em seguida?

– Como sou burro e desastrado? Ou: o copo estava molhado e escorregou da minha mão?

Fato: perdi um excelente contrato que me daria um bom retorno financeiro

O que penso em seguida?

– Como as coisas nunca vão melhorar no futuro? Ou: este é apenas um contrato. A situação logo vai melhorar.

Fato: Tirei uma nota baixa em um exame

O que penso?

– Como isso vai afetar tudo e não vou conseguir avançar ou: posso recuperar esta nota e me sinto feliz que as outras áreas estão ok?

Enfim, a ideia é pegar uma situação em que os acontecimentos não foram de acordo com as nossas vontades e analisar:

Há um pessimismo contra o eu?

Há um pessimismo com relação ao futuro?

Há um pessimismo que se expande desta para outras áreas da vida?

Mudando do pessimismo para o otimismo

As pesquisas indicam que ser mais otimista eleva o nosso nível de bem-estar e de felicidade. Portanto, sempre que notarmos que estamos sendo pessimistas, podemos mudar para pensamentos mais otimistas, reconhecendo através do exercício o que houve e o que pensamos sobre o que houve.

Não existe nada que fixe uma pessoa no pessimismo. Em outras palavras, todos nós podemos aprender a ser mais otimista, o que certamente também nos ajuda a ter comportamentos dos quais não vamos nos arrepender depois.

Se eu penso que minha namorada não responde minha mensagem porque ela não gosta mais de mim, posso começar a ter pensamentos de ciúme. De que talvez ela goste de outra pessoa. E com estes pensamentos, posso vir a escrever mensagens para ela que vou me arrepender depois. Tudo criado pela mente. E que pode ser interrompido. Se notarmos o processo subjacente.

Conclusão

Neste texto, procuramos descrever os pensamentos que nos fazem ter e manter o pessimismo e o otimismo. Também aprendemos que é possível mudar do pessimismo para o otimismo, elevando deste modo o nosso nível de bem-estar e de felicidade.

Veja também o vídeo:

 

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Psicólogo Clínico e Online (CRP 04/25443), Mestre (UFSJ), Doutor (UFJF), Instrutor de Mindfulness (Unifesp), Coach e Presidente do Instituto Felipe de Souza. Como Professor no site Psicologia MSN venho ministrando dezenas de Cursos de Psicologia, através de textos e Vídeos em HD. Faça como centenas de alunos e aprenda psicologia através de Cursos em Vídeo e Ebooks! Loja de Vídeos e Ebooks. Você pode também agendar uma sessão de Coaching Online via Skype, Relacionamentos ou Carreira (faculdade), fazer o Programa de 8 Semanas de Mindfulness Online e Orientação Profissional Online. E não se esqueça de se inscrever em nosso Canal no Youtube! Email - [email protected] - Atendimento presencial na Av. Paulista: Agendar - Whatsapp (11) 9 8415-6913